terça-feira, 7 de abril de 2009

Paz interior.


Manhã de outono e acordo decidida momentâneamente, mas não sabia que poderia ser passageiro.
Acordo decidida a esquecer o que me faz sofrer.
Decidida a mudar o rumo da minha vida sentimental.
E ponho um ponto final (segundo eu), como se não significasse nada, com aquele ar de superioridade que tanto faz, tanto fez.
Mas não sabia que o tanto faz, tanto fez pela parte dele fizesse tanta diferença. Me afetasse tanto.
Era como se fizesse tudo, esperando uma reação de culpa, de retaliação, de reconhecimento. Como se a esperança estivesse viva, e tudo fosse um drible para mudar a situação que me encontrava.
Mas nada do que eu esperava realmente (mesmo que não soubesse que esperava isso) aconteceu.
"Seja feita a sua vontade..."
Essa foi a resposta mais dura que ele poderia ter me dado.
Mas foi aceita. E espero que continue sendo aceita.
Mais tarde, a ficha caiu. Mais tarde a saudade bateu.
Mais tarde me senti um lixo.
Senti que a vida não ia fazer tanto sentido sem ele do meu lado.
Que eu ia sofrer, quando alguém tomasse meu "lugar" ( como se já não sofresse todos os dias).
E chorei. E chorei.
E finalmente dormir.
Logo pela manhã seguinte, veio a lembraça de tudo que aconteceu, e o que poderia vir a acontecer.
E uma tristeza se alojou aqui dentro.
As lágrimas escorriam para lugar algum.
E tudo isso me fez muito mal.
Meu corpo rejeitava esse tristeza, aflição e desespero.
Ele sempre rejeita.
E essa preocupação sem motivo me levou a uma doença emotiva, que sempre vem quando estou muito preocupada.
Pressão baixou. O ar faltou.
E isso não foi nada bom.

Mandei um amigo comprar meu remédio. Ele chegou rápido.
Só não sabia que aquele rápido fosse custar tão caro, no sentido real da palavra.
O remédio foi caríssimo e ele não pediu o genérico que eu sempre tomava. =/
Ou seja, custou o dobro e mais um pouco do que eu costumo gastar.
Mas voltando ao assunto, não tinha cabeça pra ir pro curso.
Queria ficar ao lado de um amigo que me acolhesse, que cuidasse de mim.
Não encontrei nada físico, mas ouvi muitas palavras que me fizeram acordar do sonho que estava adormecida.
Qual é?
Como meu amigo disse, eu fazia algo na espera que um recompensa e eisso não é certo. Nem todos devem ser pra mim o que sou pra eles.
Eu queria vê-lo feliz e não me importava com a minha própria felicidade.
Isso não é justo, certo ou correto.
Isso era loucura.
E foi ele que me ajudou a ver isso, e fico muito grata a esse meu amigo lindo.

Agora vejo as coisas de maneira diferente.
Ele me perdeu.
Ele quer assim. E porque eu tenho que querer?

Eu o tenho a vida toda. Se essa não é a hora, pode existir a hora certa ou não existir hora alguma pra ficarmos juntos.
Estou bem comigo mesma.
Cuidando mais de mim. Me amando mais.
Assim encontrando a paz que somente eu, posso encontrar.
E isso é o que tem que prevalecer sempre!
Acima de qualquer coisa o meu bem estar.

...as folhas caem, para que outras nasçam...

Corte profundo..


E chorava feito uma criança. Como a muito tempo não acontecia.
Nem ao menos começava a falar e os soluços interrompiam as palavras, cortando-as ao meio.
Uma onda de raiva tinha me levado ao fundo. Era um misto de humilhação, falta de reciprocidade e arg!
Me rejeitaram, me humilharam, pisaram no meu calo de forma dolorosa, e isso tudo me tocou profundamente. Chegando ao ponto de meus olhos transbordarem de água a todo instante.
Porque logo eles?
Porque logo umas das pessoas que mais prezo, amo e defendo tem a capacidade de me humilhar daquele jeito?
Porque logo eles conseguiram me fazer sentir tão inferior?
Me fizeram relembrar um choro tão sofrido, tão passado?
Me deram um corte, e não foi superficial.
Alguma coisa explode dentro de mim.
Mas me conforta saber, que quem tem como pagar, nunca fica me devendo.
Porque eu não sou meramente, o que tentaram fazer com o que eu fosse!