quinta-feira, 20 de maio de 2010

-'. espero que o tempo voe.

-'. Em determinados momentos, parece que tenho um excesso de carência.
Uma excesso de necessidade de atenção, de carinho.
O que me "alegra" é saber que só tenho esse surto, quando alguma possível causa se faz presente.
Não tenho recebido ligações, não tenho recebido mensagens, tampouco visitas.
As conversas sempre rápidas, rondam essa semana que vem acabando.
Na sexta, fomos ao cinema ( detalhe: Ivete Sangalo sentada na minha frente =] . nem dei ibope a ela.hsadhuauhd) depois fomos jantar, e conversamos tanto, namoramos tanto, foi tudo muito lindo.
Depois de uma noite digna de namorados, no final de semana as nossas direções tomaram rumos opostos. Cada qual com seus amigos, e até a esse ponto eu me sentia bem. Todos precisam de um momento de liberdade. No domingo, acordei na hora do concurso e ele me levou, passei a tarde toda fazendo prova.
No início da semana senti falta das ligações, das mensagens, das visitas, do tempo juntos, e a semana foi decorrendo sem isso.
Estou triste agora, com os olhos formando nuvens que me impedem de enxergar o que realmente estou escrevendo. Me segurando para que elas não se vá.
Não quero chorar.
Não quero fazer tempestade em copo d'água.
Mas estou me sentindo tão só.
Eu sei, eu sei que ele anda numa semana de prova, e que tem ido pra faculdade a tarde para estudar só voltando a noite.
Eu sei, que ele deve está com a cabeça a mil pensando que pode perder numa matéria.
Mas isso não impede de dar uma ligação.
Não impede de me retornar pra dar um alô, depois que mando mensagem dizendo que passei mal na madrugada.
Não impede de fazer como sempre fez, ligando pra saber se já almocei, se estou bem, que está com saudades.
E isso vem me incomodando. Esses seis dias estão se arrastando, pedindo que o tempo pare. Parecem não passar.
E enquanto isso minha carência só aumenta.
Termina semana, acaba logo pra que a sexta a noite possa chegar...
Termina pra eu poder enxergar a causa dessa distância.
Termina pra que as provas se vá, junto com você.
Quero meu namorado de volta.

Saudades que meu peito não pode sustentar!

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe,
Pra que eu possa te ver de novo
Espero que o tempo voe
Pra que você retorne,
Pra que eu possa te abraçar e te beijar de novo!


Nando Reis

sexta-feira, 7 de maio de 2010

-'. o quanto é bom ter defeitos.

-'. Estive pensando o quanto é bom ter defeitoos e qualidades.
O quanto é bom, não ter somente experiências maravilhosas e benevolentes.
O quanto é bom, ter uma desavença com alguém.
O quanto é bom, ter alguém que você não goste, que você não vá com a cara.
Descobri que possuo defeitos, que me deixam em pé, que me sustentam, que me equilibram.
E o quanto seria desastroso pra mim, se eu deixasse de possuí-los.
Tudo na vida deve estar em um constante equilíbrio, tem que está sincronizado de alguma forma, sempre contatenando sentimentos ou momentos bons e ruins.
É incrível como muitas vezes achamos que devemos excluir de nós mesmos, os que as pessoas acham incorreto, fora do comum, abstrato. O que elas acham que não devemos possuir.
Só nós sabemos os que nos deixam firmes, o que nos faz melhor ou pior.
Pra aprendermos a dar valor a certas conquistas, temos que viver o custo que ela nos oferece, temos que pagar o preço. E é nos momentos mais difícieis que começamos a dar o verdadeiro valor que cada ato ou conquista merecem. É nos momentos mais difícieis que começamos a dar o verdadeiro valor a quem nos acompanha constantemente, a quem nos ama de forma leal e sincera. É praticamente nos momentos ruins, que conhecemos o lado amargo e doce da vida ao mesmo tempo e muitas vezes na mesma intensidade.
É vivendo uma briga, uma desavença com quem não gosta ou com quem ama, que vc inicia o aprendizado de limites, que você começa a discernir o que é ódio, o que é raiva, o que é um stresse passageiro ou uma briguinha boba. É claro que ninguém gosta de passar por caminhos obscuros, e seria hipocrisia minha dizer que gosto. É claro que não gosto, mas estou tentando aceitar e ver o lado bom que existe em tudo que há nesse mundo.
Eu gosto de falar, explanar tudo e tentar resolver. E era quase inaceitável viver com alguém que prefere se calar, ocultar as coisas, como uma forma de manter o stress a distância ou algo do tipo que ainda não consigo desvendar. Estou aprendo a me conformar com isso.
É muito obscuro passar a pensar dessa forma, na realidade é complicado respeitar opiniões que divergem das suas.
Ando captando, que não se deve viver apenas de momentos nomeados de lindos e esplêndidos, e sim de momentos que de alguma forma o torne completo e te ensine a essência que a vida te oferece!