segunda-feira, 25 de abril de 2011

~'. relacionamentos...

~'. Incrível como a gente se decepciona, abre mão dos planos e coloca pontos em coisas que não terminam, pelo menos não nas nossas lembranças.
Hoje, eu fiz tudo isso. Ou pensei que fiz.
Eu sempre me achei uma pessoa tão maleável, tão carinhosa, tão flexível.
Mas parece que não é isso que eu devo passar adiante, pelo menos pra pessoa que sempre viveu ao meu lado.
Eu sou uma pessoa maleável, carinhosa e flexível, mas parece que por ser assim, as pessoas se acham no direito de ultrapassar qualquer que sejam os limites.
Eu não chego a ser uma pessoa paranóica, que controla a outra por um GPS, que amarra uma corda nos pés e controla cada passo.
Eu sempre desejei apenas segurança, apenas ser informada dos acontecimentos, apenas a verdade.
Isso é muito?
Sabe o que mais dói?
A facilidade e praticidade de aceitar que terminou, parecendo que era tudo que mais queria e esperava.
As coisas desandam numa facilidade tão grande, e erros passados continuam assombrando o que era a nossa relação.
Estou triste, na realidade muito triste.
Mas o que se fazer nesse momento?
Só me resta aceitar, e admitir que certas coisas acontecem porque realmente tem que acontecer e ponto.
Eu ainda sei que não é o fim, e que esse é mais um desses intervalos que não servem pra nada.
Apenas pra a saudade corroer por dentro, apenas pra causar dor, desgaste... Apenas pra causar infelicidade e distância.
Mas o que me resta, é viver o que me é dado agora.
Não tenho mais forças pra nadar contra a maré.

domingo, 17 de abril de 2011

~'. Se eu soubesse...

~'. Sinto tantas saudades do que fui um dia.
Saudades de minha independência excessiva, mesmo num tempo que nem podia tê-la em tamanha dimensão.
Saudades de ser destemida, de não deixar o medo de qualquer coisa acabar comigo, e me jogar no chão como mero lixo. Era tão bom não possuir tanto medo.
Saudades da admiração direcionada a mim, das verdades ditas sem medo, dos carinhos sem limitações.
Saudades de minha auto-confiança imune a qualquer situação, onde eu tinha certeza de tudo, onde sempre achava uma válvula de escape, onde concatenava loucuras, onde as certezas não me deixavam sentir medo de perder em nada e nada.
Saudades das loucuras que já vivi, dos momentos únicos e inesperados que fiz acontecer.
Saudades dos vários "amores"' vividos ao mesmo tempo, daquele gostinho de quero mais, sem confusões ou com muitas confusões, das mentiras ditas sem maldade... na realidade, apenas para matar meus desejos, minhas vontades, minhas interrogações.
Sinto tantas saudades do que fui um dia.
E sinto tristeza, por não conseguir voltar a ser a mesma.
Por não conseguir que as coisas permanecessem iguais, mesmo que eu quisesse e desejasse ansiosamente que algumas coisas mudassem.
Pois é, quase todas mudaram.
As que eu ansiava, e as que eu perdidamente não queria que mudassem.
Eu idealiza a maturidade, de uma forma mais ilusória.
Onde tudo seriam flores, onde dinheiro e independência andariam lado a lado e eu seria mais feliz, do que realmente já era.
Mas percebo, que a vida adulta nada mais é do que as doces lembranças dos tempos de criança, dos tempos de adolescência. Com uma dose exagerada de responsabilidades e muitas vezes de stress. Com uma pontada de sabedoria que cresce com o decorrer do tempo. Com uma felicidade sem tamanho nas realizações e nos sucessos. E com desejos totalmente diferentes de criança.

Se soubesse o quanto era bom ser criança, não desejava crescer tão rápido...

terça-feira, 5 de abril de 2011

~'. "... Deus escreve certo, por linhas tortas..."

~'. Sabe quando você deveria estar revoltada, assustada e estressada por não saber o que fazer??
Mas simplesmente algo te diz que você não pode colocar tudo nas costas e sair andando, você não suporta, você cai. E simplesmente pra não cair, alguma voz (ainda que longe, e fraca) diz pra mim que tudo vai dar certo.
Que vou conseguir dar a volta por cima, que tudo vai voltar pro seu lugar.
Estou aproveitando o tempo "livre", pra estudar para uns concursos que quero muito passar. Estou tentando enxergar as coisas por outro ângulo.
O stress, as dores de cabeça e inconformações se esvairam, ainda que com um salário no fim do mês.
Mas, estou bem. Tudo acontece por algum motivo, e muitas vezes por um motivo maior que me espera.
Estava inconformada por umas ações fora do padrão... é, fora do padrão profissional que estavam acontecendo comigo.
A vida nos ensina muito, e as vezes só basta esperar pelo resultado final já previsto, ainda que tarde.
As pessoas conseguem enganar outras, manuseiam como apenas bonecos descartáveis.
Fiquei muito incomodada por descobrir sentimentos incoerentes, indiscretos e que com o passar do tempo se tornaram nojentos pra mim.
Eu sei que não mandamos nos sentimentos, mas tem coisas que não devem existir em certos momentos.
Como posso confiar em alguém que mente, que ao meu ver arquiteta a minha infelicidade em busca da sua?
Eu não sou obrigada a gostar de ninguém e mesmo assim, captei algumas forçadas, ainda que camufladas.
Ainda acho que esse foi o melhor ponto final para isso tudo.
Estava me desgastando demais, por causa disso.
Estava doendo, estressando.
Como se alguém tivesse se aproveitando de mim, a sensação era essa, de usada ( ainda que fisicamente isso não tivesse veracidade).
Mas as vezes, se precisa sofrer por um lado, pra achar bondade em outros.
Pra enxergar que ainda existem pessoas de bem, pessoas que te fazem bem, que riem verdadeiramente e que nunca destruiram a criança que existe dentro dela.
Eu também conheci gente assim.
E isso pra mim, foi fora do comum...
Foi muito gostoso poder conviver com uma pessoa assim.
Basta agora correr atrás do que quero, e colocar as mãos na massa novamente.

"... Deus escreve certo, por linhas tortas..."
Assim se diz!


=]