quinta-feira, 19 de abril de 2012

~'. "E quem disse que viver é fácil?"

~'. Aquele momento em que tudo parece tremer na sua vida, a ponto de ruir, mas isso não acontece.
Ora você se encontra feliz, satisfeita, confiante em você e no que conquistou.
Ora tudo parece fugir do seu controle, e vai do céu ao inferno em segundos, a baixa-estima toma o lugar do que achava que era conquista, e parece que nada dá certo.
Começa a fase das preocupações, com o presente, e principalmente com o futuro.
Será que vou ser o que quero?
Ter a família que sempre imaginei?
O emprego desejado e o salário esperado?
Viver não é nada fácil.
Demonstramos o que não existe, pelo simples fato de que quando demonstramos fraqueza atacam nosso pontos mais desprovidos de força sem dó, e não mais porque vivemos iludidos ou queremos que alguém tenha inveja.
Essa mudança de adolescente para adulto, meche com tudo.
Você realmente muda, além que tudo tenha exceções.
Aquela pessoa que você ama, mas não dava a atenção merecida e suficiente se torna alvo certo de todo seu amor.
O medo de perder, aquela velha história de dar amor enquanto se pode se dar amor, e não lamentar a perca.
E começa a julgar o que impõe como certo ou errado, mesmo que não explane, e realmente certas opiniões nem precisa ser aberto ao público.
A cabeça muda, beijar várias bocas num só dia não tem mais graça.
A velocidade excessiva toma outro sentindo.
Tudo tem mais vida, observo cada pessoa, cada ato.
E ainda insisto em me colocar 40x se for preciso no lugar do outro.
E sofro por não dizer o que quero e escutar o que não faz sentindo.
Compreendo e entendo a liberdade do outro de pensar diferente, ter opiniões opostas, mas ainda sangro por achar que meu modo é o certo e deveria acontecer desta forma, e não daquela.
Sempre me achei tão adulta, e várias vezes pulei anos a frente da minha idade.
Mas muitas vezes não passava de uma menina, cheia de planos, com uma bagagem de sonhos, fingindo ser uma mulher feita.
Uma mulher que ainda não existia.
Uma menina que não sabia o que era amor, amor desses de verdade, de virar a cabeça e o coração, desses que você tem certeza que se um dia for de acabar o relacionamento o amor sobreviverá, mesmo que de outra forma de amor.
Amor é sempre amor.
Algo duradouro que você sente que é pra sempre.
E não paixão que acende e apaga.
Se pudesse casaria hoje mesmo, por saber que acima de todas as diferenças eu tenho amor.
E com amor eu posso casar e ser feliz.
Sonho com meus filhos, minha família completa.
E quero que isso chegue ao meu alcance mais rápido que tudo.
Eu brigo comigo, me calo, as vezes até me sufoco, pra não querer sufocar o outro.
Isso estraga qualquer relação, e não quero estragar as minhas.
Sinto saudades daquele tempo, da minha coragem excessiva, da minha autoconfiança e autocontrole.
Eu era segura, e tem coisa melhor do que ter segurança no que faz?
Hoje eu me preocupo e penso, e se não der certo?
O que farei?
Pensamentos que deveriam ser inexistentes, vivem dentro de mim.

Só não posso estragar a mim.
A minha vida.
A minha confusão.
"E quem disse que viver é fácil?"

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