sexta-feira, 21 de novembro de 2008

E que se vá!


A vida segue. Bem, tranquila e feliz. E a vontade exarcebada da exclusão dessa frustação, sobressalta.
Seria hipocrisia fingir que não sofri. Fingir que não chorei por dias e dias. Fingir que esqueci e que não há nenhum vestígio de nada que se passou. Mas um pensamento mais que concretizado de amor próprio, não me deixa continuar naquela situação inusitada, capaz de mim trazer infelicidade, ciúmes e baixa-estima.
Não faz sentido viver em função de uma imagem que já não tem reflexo.
Não tem noção, o ser que se ilude , achando indispensável a presença constante de alguém ao seu lado, enquanto esse alguém sobrevive facilmente do outro lado da margem.

Há uma diferença incalculável entre: gostar e sofrer por estar junto e gostar e sofrer por estar separado.

Quem ainda não descobriu o diamante que sempre leva consigo, vive sofrendo "eternamente" ao lado de alguém, que já está acostumado a dizer que ama, e já nem sabe se isso continua prevalecendo. Quem vive assim, sempre viverá no desespero sem fim, de estar caindo, ver o chão e não alcancá-lo de uma vez. Um sofrimento contínuo.

Já quem sabe o valor que possui, anda com as próprias pernas. A frustração, imapaciência e a tristeza, logo cedem seus lugares para a esperança.
Esperança essa, que determina que o término de uma história, sempre é o começo de outra.
Que tudo é questão de tempo.
Tempo para curar a mágoa ainda enraizada.
Tempo para cicatrizar as feridas entreabertas.
Tempo para surgir a pessoa certa e a felicidade guardada se multiplicar na velocidade das células do câncer!
Ainda é cedo pra ter alguma certeza.
Mas já é tarde, pra se dar conta que ela já está plantada.
=]

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